quarta-feira, setembro 18, 2013

[ㅤ +18ㅤ ]ㅤㅤㅤ ─ Saliva, fluídos e línguas.






   Cada palavra dita se materializava naqueles corpos que se confundiam.
    Bate-me.
       Ama-me.
       Goza pra mim, por mim...
      Comigo.

Não se beijavam. Se lambiam. Nada era proibido. 
A cama e os nossos corpos trêmulos, o uísque no colchão, nada era limpo, apenas bem arrumado.

“Cala a boca. Você não vai fazer nada além do que eu mandar. Bebe. O uísque, o gozo, minha alma. Agora.”

Nada mais havia além de dois corpos famintos e um tesão descomunal. 

“Não vai parar. Vai vir aqui e rebolar.”

O descanso era secundário. Eles ficariam ali por toda a eternidade. “Ajoelha.” Não havia dor nos cabelos puxados e nem nos tapas sonoros. As bochechas cintilavam um vermelho lindo que combinava com meus cabelos. Com minha pele... Com a leve cor dos meus mamilos enrijecidos pelo prazer. 
Queriam mais. Queriam além dos limites. Eu queria mais! 
Quadris dançantes, olhos nos olhos, tudo era troca. 

“Minha puta. Obedece. Eu não disse que eu te comeria assim?”

Queriam explodir. Não poderia ser diferente: Explodiram juntos, sem economizar no gemido. Depois daquele dia, eles nunca mais economizaram.

      Nunca mais esperaram.




           Mello.k   Setembro, 18,2013   Saliva, línguas e fluídos.